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Mulheres 1968 já acabou?? Nas últimas semanas fomos bombardeados por uma verdadeira enxurrada de fatos e atos relativos aos anos 60 e principalmente a 1968. Moda, comportamento, idealismos, bossa nova, ditaduras, Beatles, mutantes e "revolução feminina". De lá para cá, muita coisa mudou de verdade, porém, no meu ponto de vista, a revolução feminina ficou na, não menos merecida de glórias, 'evolução feminina'. A pretendida Revolução implicaria em algo muito bruto e masculinizado, mudanças rápidas demais para um ser tão belo, sensual, misterioso e inteligente aceitarem (tirando a meia dúzia que ainda acham que houve a revolução, no caso FEMINISTA---palavra sem sentido e sem beleza. A propósito não conheço nenhuma feminista remanescente ou atual que seja bela e/ou sensual e/ou misteriosa). A evolução é mais a cara da mulher, tem mais tempo para ser digerida, mais tempo para ser pensada e decidida. Enquanto isto, revoluções são idéias novas que são impostas goela abaixo, sem direito de retroceder. Isto com certeza não é coisa de mulher. Esta evolução trouxe tanto coisas boas como coisas não tão boas, mas deu tempo para as mulheres pensarem, mesmo com toda pressão da tal meia dúzia xiita. Hoje, a mulher é o que ela quer ser (com exceção de raros países mediocremente impregnados de religiões cômicas e/ou governos ultrapassados e totalmente fora do mundo globalizado). Para confirmar a minha teoria, hoje dia 31/05/2008, ouvi uma pesquisa na qual foi dito o seguinte: 60% das mulheres que estão no mercado de trabalho têm certeza que gostariam de retornar para o convívio caseiro (aos idiotas da objetividade já deixo o recado - não é para voltarem para casa para serem as Amélias de antes dos anos 70 tão sonhadas ainda hoje pelos, além de idiotas, machões) e sim resgatarem o tempo do convívio familiar com marido (companheiro ou companheira) filhos (caso tenham) enfim, ter mais tempo para ELAS. Além deste percentual temos ainda 80% que acham que poderiam ter menos afazeres no trabalho para cuidarem da família e principalmente delas próprias. É isto aí, isto se chama evolução que é mutante e não segue a seta apontada para apenas uma direção sem direito a retornar a o que um dia foi posto como mão única. E assim temos vários exemplos na moda, na cultura e nos modismos. A propósito, você mulher que está lendo este artigo já foi no CLUBE DO BATOM. Se não foi, reúna suas amigas e vá. Caso contrário pode perder a oportunidade de mais um modismo feminino. Viva a diversidade, viva a liberdade e conviva sempre abertamente com a evolução. MARCOS ENTRENÓS - Autor do primeiro livro sobre swing lançado no Brasil (UM CASAL ENTRE NÓS) e um dos sócios da boate 2A2 Rio de Janeiro. Email: marcosentrenos@globo.com |
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